Radiologistas tentam esclarecer a morte de Tutancâmon

Radiologistas egípcios realizaram a primeira tomografia computadorizada da múmia do faraó Tutancâmon (c. 1320 a.C.), e agora acreditam ter resolvido o mistério da morte do rei. As imagens e os resultados da pesquisa foram apresentados na reunião da Sociedade de Radiologia da América do Norte (RSNA).Os pesquisadores fizeram uma varredura do corpo inteiro do faraó, obtendo cerca de 1,9 mil imagens digitais de cortes transversais da múmia. O principal responsável pelo trabalho é o médico Ashraf Selim, do hospital-escola Kasr Eleini, da Universidade do Cairo.Com base nas imagens, os cientistas estimam que Tutancâmon morreu entre 18 e 20 anos. Sua altura era 1,80 m. Os pesquisadores encontraram, ainda, uma fratura, provavelmente sofrida antes da morte, no fêmur direito da múmia. As evidências sugerem que a ferida pode ter sido uma fratura exposta, que poderia ter se infectado e levado à morte.Desde que o faraó foi examinado com raios-X pela primeira vez, em 1968, revelando o que parecia ser um fragmento de osso na cabeça, especulava-se que um golpe no crânio teria matado Tutancâmon. Mas Selim e colegas acreditam ter várias provas contra essa hipótese. Na cavidade craniana, eles descobriram fragmentos de osso soltos que se encaixam num defeito encontrado numa das vértebras, e nenhuma evidência de fratura craniana.Um deslize durante a mumificação, ou mesmo danos sofridos após a descoberta da múmia, em 1922, poderiam explicar esses fragmentos, pondera a equipe egípcia.

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