Rápido ganho de qualidade

Tecnologia permite identificar no animal, com grande precisão, as características que mais interessam ao criador

O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2007 | 04h34

A pesquisadora Fabiane Siqueira explica que o conhecimento desses marcadores permite identificar com precisão e eficiência o potencial genético do animal para a característica em questão. ''''Isso ajuda o produtor a direcionar a seleção e o manejo do rebanho, acelerando o ganho genético'''', diz. Ela acredita que a tecnologia será importante para complementar os modelos de seleção de bovinos já existentes.''''A produção de carne macia, saborosa e com bom marmoreio abrirá mercados, se associada ao apelo de carne natural, produzida a pasto, uma das marcas do País'''', diz.FUNÇÃO CONHECIDACalcula-se que um bovino tenha 60 mil marcadores moleculares conhecidos. Deste total, apenas 500 têm a função conhecida, segundo o gerente do Projeto Igenity, de genética bovina, da Merial, Henry Berger. Ele explica que, normalmente, o que é analisado é um chumaço de pêlos do animal. O produtor recebe, em um mês, o perfil genético completo do animal, com as características classificadas entre 1 e 10.Para gado de corte, são avaliadas as seguintes características: maciez, marmoreio, peso de carcaça, área de olho de lombo (contrafilé), espessura de gordura, rendimento de cortes comerciais, coloração da pelagem e presença de chifre.Ele destaca, no caso de raças de corte, os estudos foram direcionados para raças zebuínas (nelore), em clima tropical. ''''É necessário que o criador tenha uma boa gestão da fazenda (custos e manejo) e seja tecnificado para que a tecnologia seja eficiente.''''Há dois anos, Tonico Carvalho, da Fazenda Brumado, calcula que o custo do teste tenha sido de R$ 300/animal. ''''Além de ter sido uma experiência nova para a época, houve despesas com o envio de amostras para a Austrália.'''' O serviço oferecido ao produtor pela Merial custa R$ 80 por amostra (animal) e o resultados sai em 30 dias, independentemente do número de amostras.A diretora da empresa de biotecnologia de reprodução animal Vitrogen, Yeda Watanabe, diz que o preço é cobrado conforme o número de amostras e varia de US$ 45 a US$ 65. A empresa começará, ainda este mês, a validar os testes com marcadores moleculares em animais nelores. ''''Fechamos parceria com uma empresa americana, para fazer os testes no Brasil. A procura por parte dos produtores já existe'''', diz Yeda.INFORMAÇÕES: Embrapa, tel. (0--67) 3368-2000

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