Rato teria sido achado em salgadinho

Dona de casa de Joinville (SC) diz ter encontrado roedor morto em produto da Elma Chips; empresa diz que falha 'não é possível'

CARLOS KAZUO INOUE , ESPECIAL PARA O ESTADO , FLORIANÓPOLIS, O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2011 | 03h01

Um menino de 5 anos de Joinville (SC) consumiu um pacote de salgadinhos no qual foi encontrado um rato morto, segundo sua mãe. O produto é da marca Elma Chips, da empresa PepsiCo, a mesma que neste mês enfrentou problemas com embalagens do achocolatado Toddynho contaminadas por detergente (mais informações nesta página).

Na segunda-feira, o menino abriu e embalagem e começou a comer o salgadinho. Ofereceu ao irmão mais velho, que estranhou o mau cheiro e chamou a mãe, Angela Maria Ziele. No primeiro momento, acharam que estava estragado. "Mas não pode. O produto foi comprado agora e aberto agora", disse ela. O susto veio quando ela constatou que havia um pequeno rato morto no meio do produto.

Angela ficou preocupada com a possibilidade de seu filho ficar doente, mas o garoto não havia apresentado nenhum sintoma até ontem. Ela voltou ao supermercado, onde o proprietário verificou se havia algum problema com outros pacotes na mesma prateleira, mas não foi encontrado nada suspeito.

Fiscal de Vigilância Sanitária de Joinville, Gean Carlos Kuhlkamp, em entrevista a uma emissora de TV, explicou que seria feita coleta e posterior análise do produto e outros do mesmo lote no estabelecimento onde foi adquirido. Tudo seria enviado ao Laboratório Central de Saúde Pública, em Florianópolis, que nada havia recebido até o início da noite de ontem.

Defesa. A PepsiCo explicou que tomou conhecimento do caso anteontem, após Angela chamar o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC).

Em nota, a empresa afirmou que "não é possível que tenha havido contaminação no processo de empacotamento na fábrica ou armazenamento na filial de vendas da empresa". Isso porque, de acordo com a PepsiCo, "nenhum produto Elma Chips é comercializado sem prévia análise do interior da embalagem". A companhia reitera que "os serviços de limpeza e controle de pragas são realizados de forma criteriosa e periódica em todas as fábricas e filiais de vendas".

A empresa diz que enviou uma equipe "à residência da consumidora a fim de obter mais informações para análise. Apesar de a consumidora ter se negado a entregar a embalagem, foi possível rastrear o produto com base na numeração do lote e data. As análises levaram em conta a documentação do sistema de detecção de materiais estranhos (raio X) da fábrica em Itu, São Paulo".

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