Reajuste para 2012 causa polêmica no Porto Seguro

O reajuste nas mensalidades de 2012 está provocando polêmica no Colégio Visconde de Porto Seguro, uma das escolas mais tradicionais de São Paulo, que conta com uma unidade em Valinhos, no interior. O aumento, que chega a quase 20%, fez com que pais procurassem a direção para tentar chegar a um acordo.

MARIANA MANDELLI, O Estado de S.Paulo

05 de novembro de 2011 | 03h02

Os pais alegam que o reajuste varia de 15% a 23,2%, dependendo do nível de ensino e da forma de pagamento. Já o Porto Seguro afirma que o aumento está entre 10% e 19%. Segundo a escola, os pais estão levando em conta a diferença no desconto para pagamento à vista. Neste ano, foi de 8%. Para 2012, será de 5%, por conta da expectativa de juros. A mensalidade mais cara na unidade paulistana será a da educação infantil, de R$ 2.250.

"Quando vi o aumento, pensei 'Não pode ser'. O ano passado o aumento foi de cerca de 13%, diz Frederic Armand, pai de duas alunas. Foi ele quem começou o movimento entre as famílias na internet. Segundo ele, a petição criada tem mais de 600 assinaturas.

A escola diz que o aumento se deve aos investimentos na área pedagógica, como ampliação da carga horária e contratação de professores. Além disso, a fundação que administra colégio alega que a mudança na lei que rege a isenção fiscal das organizações sem fins lucrativos acelerou o repasse dos gastos aos pais, por meio das mensalidades.

"Aumentamos de 850 para 1,8 mil alunos com bolsa", afirma José Luiz Aliperti, diretor executivo da Fundação Visconde de Porto Seguro. Ele não crê que a escola desista do reajuste. A fundação deve fechar o ano com um déficit operacional de mais de R$ 6 milhões por conta dos investimentos, segundo a escola. "Esse prejuízo vai ser financiado com recursos da própria fundação", afirma Aliperti.

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