Rebeldes de Cabinda querem negociar com o governo de Angola

Um grupo rebelde que há quase quatro décadas luta pela independência do enclave de Cabinda, ao norte de Angola, quer negociar com o governo angolano depois da eleição nacional de 31 de agosto, segundo seu líder.

SHRIKESH LAXMIDAS, Reuters

06 de agosto de 2012 | 18h09

A Frente de Libertação do Estado de Cabinda (Flec) trava uma insurgência de baixo grau há 38 anos, mas em janeiro de 2010 chamou a atenção do mundo ao realizar um letal atentado contra o ônibus da seleção de futebol do Togo, durante a Copa Africana de Nações realizada em Angola.

"A Flec está observando o início da campanha para a eleição geral em Angola e vai tomar as medidas necessárias para explorar um contato oficial e direto com o governo que ganhar a votação de 31 de agosto", disse em nota no domingo o líder da Flec, Nzita Henriques Tiago, que vive exilado em Paris.

Angola, ex-colônia portuguesa, fará eleições para o Parlamento e a Presidência. Analistas dizem que José Eduardo dos Santos, no cargo há 32 anos, deve obter um novo mandato.

Cabinda, território angolano litorâneo entre a República do Congo e a República Democrática do Congo, produz mais de metade do 1,8 milhão de barris extraídos diariamente em Angola, o que faz do país o segundo maior produtor da África.

Henriques Tiago, da Flec, disse que o novo diálogo pode levar ao fim do conflito em Cabinda, caso o novo governo demonstre vontade política e crie as condições para uma solução pacífica.

(Reportagem de Shrikesh Laxmidas)

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