Rebeldes proíbem trabalho de grupos humanitários na Somália

Rebeldes da Al Shabaab proibiram nesta segunda-feira algumas agências da ONU e outras entidades internacionais de ajuda humanitária de atuarem na Somália e atacaram alguns de seus escritórios nas áreas sul e central do país, disseram o grupo islâmico e fontes humanitárias.

REUTERS

28 de novembro de 2011 | 11h33

A medida foi tomada no momento em que grupos de ajuda se esforçam para tentar conter a fome que já deixou 250 mil pessoas em risco de morte no país, e enquanto forças quenianas, somalis e etíopes combatem os rebeldes inspirados pela Al Qaeda.

A Al Shabaab controla grandes áreas no país anárquico do Chifre da África. O grupo disse que havia "decidido revogar permanentemente as permissões das seguintes organizações para operações dentro da Somália".

Entre os listados estavam o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e os Conselhos para Refugiados da Noruega e da Dinamarca, além de outros.

Algumas organizações estavam "motivando de forma persistente a população local contra o estabelecimento integral do sistema islâmico da sharia", disse o grupo em comunicado.

Pieter Desloovere, responsável pelas comunicações da OMS na Somália, confirmou que os escritórios da OMS nas cidades somalis de Baidoa e Wajid foram alvo de ataque nesta segunda-feira.

Jaya Murthy, da Unicef, disse à Reuters que os escritórios da agência foram ocupados pela Al Shabaab na cidade de Baidoa, na região centro-sul do país, nesta segunda-feira.

"Todos os funcionários que estavam no escritório naquele momento receberam ordens para sair. Toda a nossa equipe está a salvo. Nosso escritório em Baidoa ainda está sob ocupação. Nenhum outro escritório da Unicef foi ocupado e nossos funcionários na Somália estão a salvo", disse Murthy à Reuters, em Genebra.

(Reportagem de Mohamed Ahmed, Katy Migiro e Tom Miles)

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