Rebeldes rejeitam plano do governo para destravar diálogo de paz no Sudão do Sul

Rebeldes sul-sudaneses rejeitaram nesta quarta-feira um plano do governo para acabar com uma disputa sobre prisioneiros e destravar as negociações de paz para cessar a violência que já matou pelo menos 1.000 pessoas no país mais jovem do mundo.

Reuters

08 de janeiro de 2014 | 18h40

Três semanas de combates étnicos têm colocado as forças do governo do presidente Salva Kiir contra os rebeldes leais ao ex-vice-presidente Riek Machar e levaram a nação exportadora de petróleo para perto de uma guerra civil.

Ambos os lados se encontraram cara a cara pela primeira vez na terça-feira em Adis-Abeba na tentativa de chegar a um cessar-fogo, mas havia um novo obstáculo, depois que Kiir recusou uma demanda rebelde para libertar 11 detentos que foram presos no ano passado por uma suposta tentativa de golpe.

Nesta quarta-feira, o governo propôs mudar as negociações de paz para o complexo da Organização das Nações Unidas (ONU) em Juba, o que permitiria que os 11 detentos participassem das negociações durante o dia e voltassem para a cadeia à noite.

"Eles parecem ter rejeitado isso", disse o porta-voz presidencial do Sudão do Sul, Ateny Wek Ateny.

O chefe da delegação da oposição nas negociações em Adis-Abeba, Taban Deng Gai, disse que Juba não era um bom local. "Eu não acho que isso será aceito a partir deste lado porque Juba é uma grande prisão", disse ele.

É o pior confronto no Sudão do Sul desde que o país conquistou a independência do Sudão em 2011, num acordo de paz que acabou com uma das mais longas guerras civis da África. O conflito também tem deslocado mais de 200.000 pessoas e reduzido as exportações de petróleo.

Ambos os lados relataram nesta quarta-feira que houve combates em Bor, ao norte de Juba.

(Reportagem de Aaron Maasho e Carl Odera)

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