Rebeldes sírios querem que tropas recuem antes de libertar soldados da ONU

Rebeldes que detêm 21 soldados da ONU perto das Colinas de Golã, no sul da Síria, disseram que as forças do governo devem deixar a área antes de libertar seus "convidados", informou um ativista em contato com os combatentes, nesta quinta-feira.

DOMINIC EVANS, Reuters

07 de março de 2013 | 08h41

Rami Abdelrahman, do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, citou um porta-voz da brigada rebelde "Mártires de Yarmouk" dizendo que os soldados das forças de paz estavam sendo mantidos como "convidados" na aldeia de Jamla, a cerca de 1,6 quilômetro de uma linha de cessar-fogo com a região ocupada por Israel das Colinas do Golã.

"Ele disse que eles não serão feridos. Mas os rebeldes querem que o Exército sírio e tanques se retirem da região", afirmou Abdelrahman, após falar com o porta-voz rebelde, na manhã de quinta-feira.

Israel expressou confiança nesta quinta-feira de que a ONU poderia garantir a libertação da soldados de manutenção de paz da ONU detidos pelos rebeldes, sinalizando que não iria interferir na crise.

"Restringir o movimento de soldados de uma força internacional é um evento significativo", disse a autoridade do ministério da Defesa Amos Gilad à Radio Israel. "Pode-se confiar nas Nações Unidas... de que irão persuadí-los (os rebeldes) afinal a libertá-los (soldados)."

Gilad disse que os rebeldes, que buscam apoio internacional, não tinham interesse em "entrar em confronto com a comunidade internacional".

A captura dos soldados da ONU perto de território ocupado por Israel foi mais um sinal de que o conflito da Síria, que chega ao seu segundo aniversário, pode se espalhar para os países vizinhos.

Suspeitos insurgentes sunitas mataram 48 soldados sírios no Iraque, na segunda-feira, e disparos de artilharia através da fronteira a partir da Síria já mataram pessoas no Líbano e na Turquia nos últimos meses.

A ONU diz que cerca de 70.000 pessoas foram mortas dentro da Síria na revolta que começou em março de 2011 com protestos pacíficos, principalmente contra o presidente Bashar al-Assad, e escalou para um conflito cada vez mais sectário.

(Reportagem adicional de Manuel Mogato, em Manila)

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