Rebelião de presos em MS já dura cerca de 20 horas

Pelo menos 77 pessoas que estavam no horário de visita foram tomadas reféns pelos detentos amotinados

João Naves, Agência Estado

21 de abril de 2008 | 08h52

Um total de 77 pessoas, entre elas 66 mulheres, continua refém dos quase 200 presos do Centro de Triagem do Sistema Carcerário de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande. São 175 detentos que iniciaram no domingo, 20, uma rebelião por volta de 12h30, depois que seis deles tentaram fugir no horário de visitas, e foram impedidos pela Polícia Militar.   Nesta segunda-feira, 21, por volta de 7 horas, as negociações encerradas às 20 horas de domingo, foram retomadas para liberação dos reféns. O preso Augusto César Souza, 42 anos, que cumpria pena em Presidente Venceslau (SP) e foi transferido para o local ano passado, é considerado o líder da rebelião, segundo informações da Polícia Militar.   O batalhão de choque da PM, está na entrada do centro de triagem pronto para agir, enquanto o helicóptero do narcotraficante Juan Carlos Ramírez Abadía, sobrevoa a área com dois atiradores a bordo. O comandante da aeronave, Adalberto Ortali Júnior, explicou que do alto é possível ver toda a movimentação dos rebelados e também colaborar no caso de fuga dos detentos.   De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar (PM) da cidade, uma grávida foi libertada, mas os outros reféns, inclusive o agente penitenciário, permanecem em poder dos cerca de 175 amotinados. Eles estariam com a arma que pertence ao agente. A água e a energia permanecem cortadas no centro de triagem, local onde ficam os presos que aguardam julgamento ou remanejamento para outras unidades. As negociações com os detentos, suspensas na noite de ontem, ainda não foram retomadas.   (Colaborou Paulo R. Zulino, do estadao.com.br)

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