Rebelião em Recife não está totalmente controlada

A rebelião no presídio Aníbal Bruno, em Recife, não está totalmente controlada. Com a destruição de vários pavilhões, 2.500 presos estão soltos e impedem que a polícia chegue até onde haveria corpos de dois detentos mortos pelos próprios colegas. O batalhão de choque está dentro do presídio e não há local para realocar os presos, pois não há unidades com capacidade para abrigá-los. De acordo com as autoridades, os detentos vão ajudar na reconstrução dos pavilhões. Toda a área em torno do presídio está isolada.O novo motim teve início na noite de segunda-feira, 12, e é o terceiro em três dias. A primeira rebelião começou na tarde de domingo e só terminou à noite com a morte de um detento. A segunda teve início menos de 24 horas depois, no começo da manhã de quarta-feira.   Uma comissão formada por cinco detentos foi recebida ontem à tarde pelo secretário de Ressocialização de Pernambuco e ficou acertado que os presos não voltariam a se rebelar. Mas o acordo não foi cumprido e, durante a noite, outros dois detentos foram mortos pelos companheiros.O superintendente de Segurança Penitenciária do local, coronel Isaac Wanderley, chegou a informar que o motim tinha sido controlado durante a madrugada. Os nomes dos presos mortos ainda não foram informados. Segundo o coronel, os presos reivindicam entrada de crianças nos dias de visita às quartas-feiras, o que não é permitido por ser dia de visita íntima dos presos, agilidade nos processos e a liberação da entrada dos visitantes sem cadastro prévio.

ANGELA LACERDA, Agencia Estado

13 de novembro de 2007 | 15h22

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