Recepcionista morta já havia registrado 4 ocorrências

Marina rompeu relacionamento de quatro anos com Marcelo por ele ser "bêbado e drogado"

Da Redação, Agência Estado

09 Janeiro 2009 | 07h48

A recepcionista Marina Sanchez Garnero, de 23 anos, morta pelo ex-namorado Marcelo Travitzki Barbosa, de 29, já havia registrado contra ele quatro ocorrências de agressão. O casal teve uma história conturbada. No dia 28 de novembro, Marina registrou representação contra ele e afirmou que rompera porque Marcelo era "bêbado e drogado". De acordo com o delegado-titular, Jair Vicente, ele foi intimado e faltou. Seria convocado novamente. "Mas não deu tempo."Vicente explicou que dois dias antes de representar contra Marcelo, Marina registrou ocorrência na 9ª Delegacia da Mulher. Ela não quis se beneficiar da Lei Maria da Penha, onde a vítima pode solicitar medidas de proteção preventiva. Vicente explicou que os crimes de ameaça são considerados menos ofensivos. "Ficamos de mãos atadas", disse o titular. Segundo o delegado, só juízes podem pedir medidas protetivas. "Isso costuma acontecer em casos de violência doméstica."Dois meses atrás, a polícia havia instaurado inquérito por causa de denúncia da jovem contra Marcelo. Formado em Direito, ele se relacionou por quatro anos com Marina. Detido nesta quinta, 8, o rapaz confessou o crime. Marcelo estava em liberdade condicional de uma pena por assalto em 2005. Nesta sexta, Marcelo será transferido para um Centro de Detenção Provisório.

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