Recife tem 7 detidos e 2 menores apreendidos em ato

No Recife, sete foram detidos e dois menores apreendidos por depredação, resistência ou roubo e três policiais atingidos por pedras. Este foi o balanço da manifestação realizada nesta quarta-feira, 26, organizada por estudantes, divulgado nesta quinta-feira pelo secretário estadual da Defesa Social, Wilson Damázio.

ANGELA LACERDA, Agência Estado

27 de junho de 2013 | 16h29

A presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Faculdade Frassinetti do Recife (Fafire), Cryslaine Maria da Silva, de 19 anos, foi encaminhada para a Colônia Penal Feminina porque não pagou a fiança estipulada em R$ 5 mil. De acordo com a polícia, Cryslaine foi detida por agredir "com bombas e pedradas um funcionário público no exercício da função".

A prisão causou protestos e indignação nas redes sociais e os estudantes da Fafire fizeram convocação para uma vigília e uma cota para liberá-la, mas um advogado da família interpôs um habeas corpus e ela foi liberada. Outras duas estudantes detidas foram liberadas depois de assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Damázio negou que uma delas, estudante da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), tivesse sido liberada por ingerência do reitor Anísio Brasileiro, que teria intercedido por ela via telefone.

Continuam detidos um rapaz de 20 anos - por jogar pedra em ônibus - , levado para o Presídio de Paratibe Cotel, e um dos menores apreendidos, encaminhado para a Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA), por não ter pago fiança. Os outros foram liberados.

De acordo com o secretário estadual da Defesa Civil, três policiais foram feridos a pedradas. Um deles foi atingido no olho esquerdo e precisará de acompanhamento oftalmológico. A passeata, que fez um percurso de 4,5 quilômetros - pela Avenida Agamenon Magalhães - da Praça do Derby ao Centro de Convenções, onde funciona a sede provisória do governo de Pernambuco, começou pacífica.

No trajeto, crianças e adolescentes da comunidade Ilha de Joaneiro, às margens da avenida, se juntaram aos manifestantes provocando correrias e jogando pedras. A manifestação foi barrada antes do Centro de Convenções, pela Polícia Militar (PM). Os manifestantes queriam entregar uma pauta de reivindicações ao governador e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, mas não aceitaram que a proposta de uma comissão com dez representantes pessoas fosse recebida. Houve tensão, com temor de confronto. O Batalhão de Choque e a Cavalaria da PM estavam a postos. De lá, à noite, o grupo dirigiu-se para a vice-governadoria. O Shopping Tacaruna, nas proximidades, fechou as portas temendo depredação.

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