Reconhecimento de paternidade por Bruno é adiado

O atraso na chegada de documentos de Bruninho impediu que o goleiro Bruno Fernandes reconhecesse nesta terça-feira, em cartório, a paternidade do filho que teve com Elisa Samúdio, desaparecida desde junho de 2010. Segundo o advogado Rui Caldas Pimenta, Sônia Fátima Moura, mãe de Elisa, que mora em Campo Grande (MS) e é responsável pela guarda da criança - hoje com dois anos -, precisa enviar documentos necessários ao registro legal.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

15 Maio 2012 | 18h46

Um teste de DNA realizado em 2010 já havia comprovado que o atleta é o pai da criança. Para a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual mineiros, a recusa em reconhecer o filho foi o que teria levado Bruno e outras três pessoas a matarem Elisa. O atleta já tem duas filhas com a ex-mulher Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, que chegou a ser presa pela morte da ex-amante do atleta e ainda responde processo em liberdade por sequestro e cárcere privado de Elisa.

O reconhecimento legal da paternidade da criança seria feito em um cartório do centro de Belo Horizonte, por meio de procuração, já que o goleiro está preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana da capital. Com o registro do menino, Bruno destinará parte de todos os rendimentos que vier a ter à criança, inclusive os cerca de R$ 500 que recebe por trabalhos prestados no presídio.

O atleta aguarda julgamento por júri popular pelo crime junto com Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e Sérgio Rosa Sales. Este último foi o único que teve a liberdade concedida pela Justiça.

Mais conteúdo sobre:
caso Bruno paternidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.