Reconstituição do seqüestro de Eloá deve ser semana que vem

Data não está definida, mas Nayara e Lindemberg não devem comparecer ao apartamento da CDHU

Camilla Haddad, do Jornal da Tarde, e Bruno Tavares, de O Estado de S. Paulo,

06 Novembro 2008 | 10h01

A reconstituição do seqüestro de Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, deve ser feita na semana que vem. No entanto os peritos do Instituto de Criminalística (IC) de Santo André ainda não definiram a data. Na quinta, eles voltaram ao apartamento onde a jovem foi morta, após ser mantida refém por quase 101 horas pelo ex-namorado, Lindemberg Alves, de 22 anos. Além da perícia no local, levaram o travesseiro e o cobertor que ela usava quando foi baleada.   Veja também: Perguntas e respostas sobre o caso Eloá  Especial: 100 horas de tragédia no ABC   Mãe de Eloá diz que perdoa Lindemberg  Imagens da negociação com Lindemberg I  Imagens da negociação com Lindemberg II  Especialistas falam sobre o seqüestro no ABC Galeria de fotos com imagens do seqüestro  Todas as notícias sobre o caso Eloá        A idéia de voltar ao local do crime e vivenciar o momento em que levou um tiro de Lindemberg tem deixado Nayara Rodrigues, de 15 anos, em pânico. Por esse motivo, o advogado dela, Marcelo Augusto de Oliveira, disse que a jovem não vai participar da reconstituição.   "Ela (Nayara) me falou que não quer voltar para aquele local (apartamento de CDHU em Santo André), até porque a menina foi baleada e é uma vítima. Como vítima, não teria de comparecer e vamos lutar para isso", disse. Oliveira argumenta que o fato de Nayara ter de se posicionar sobre como estava quando foi baleada no rosto pode causar traumas psicológicos. Segundo o advogado, a Polícia Civil ainda não se manifestou, mas ele garantiu que, quando for preciso, fará um documento oficial sobre o posicionamento de sua cliente.   Ana Lúcia Assad, advogada de Lindemberg, disse que não pretende levar seu cliente à reconstituição. "Ainda estamos estudando, mas a idéia é que ele não compareça", afirmou. "A defesa técnica deve acompanhar os trabalhos dos peritos, mas o rapaz, não." Segundo ela, o acusado está sendo bem tratado na Penitenciária 2 de Tremembé e não foi hostilizado pelos presos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.