Reconstituição do sumiço de Amarildo esclarece fatos

O delegado Rivaldo Barbosa, responsável pelo inquérito que apura o suposto assassinato do pedreiro Amarildo de Souza, na favela da Rocinha, disse na manhã desta segunda-feira, 2, que a reconstituição do caso "trouxe vários esclarecimentos". "Demos um bom passo na investigação. Colocamos as pessoas nos seus lugares, pegando pelos depoimentos, e estamos confrontando com o que foi falado anteriormente", afirmou o delegado.

MARCELO GOMES, Agência Estado

02 de setembro de 2013 | 11h13

Barbosa disse também que a reprodução simulada deve terminar por volta das 14 horas desta segunda-feira. Se a estimativa for confirmada, o trabalho terá durado 19 horas. A reconstituição já é a mais demorada da história da Polícia Civil do Rio.

O primeiro lugar onde os investigadores estiveram, ainda ontem, 1, à noite, foi a localidade conhecida como Cachopa. Segundo o delegado, era ali onde inicialmente estava a viatura da PM que transportou Amarildo de sua casa, na rua 2, até a sede da Unidade de Polícia Pacificadora, no Portão Vermelho. Em seguida, os policiais civis estiveram no bar perto da casa de Amarildo, onde ele foi abordado pelos PMs na noite de 14 de julho. Depois, os inspetores foram ao Centro de Comando e Controle da UPP, ainda na rua 2, onde Amarildo foi colocado na viatura que o transportou até a sede da Unidade, na parte alta da favela. Por fim, os investigadores seguiram até a sede da UPP, onde permaneciam até as 11 horas.

Indagado sobre o motivo de familiares de Amarildo não participarem da simulação, Barbosa disse que, neste momento, não considerou conveniente. "Várias pessoas participaram da reconstituição até às 5 da manhã (desta segunda), inclusive as últimas pessoas que viram Amarildo. Repito: a reconstituição é necessária para esclarecer o que houve com Amarildo. Não estou imputando nada a ninguém. Ainda trabalhamos com aquelas duas hipóteses (de que o crime tenha sido cometido por PMs da UPP ou traficantes da Rocinha)."

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