Reconstrução de Caraíbas começa em 15 dias, afirma Aécio

Governador de MG diz que técnicos da UnB avaliam a possibilidade de novos tremores atingirem a região

Alexandre Rodrigues, de O Estado de S. Paulo,

11 de dezembro de 2007 | 15h22

As casas destruídas pelo terremoto no distrito de Caraíbas, a 35 km do centro de Itacarambi, vão começar a ser reconstruídas dentro de 15 dias, segundo anunciou nesta terça-feira, 11, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). O terremoto que atingiu a região na madrugada de domingo, 9, deixou 76 famílias desabrigadas, causou uma morte e pelo menos seis feridos.   Técnicos garantiram que não havia risco na região, acusam moradores País tem 48 pontos sujeitos a tremores  Famílias fogem de 'distrito fantasma' Menina foi dada como morta no lugar da irmã    'Foi um estrondo, como um trovão', diz moradora de cidade atingida por tremor Veja mais fotos da destruição na cidade    O tremor em MG e outros terremotos no País    Em relação à possibilidade de novos tremores, Aécio afirmou também que é muito difícil prever um fenômeno como esse, mas é possível mapear os locais onde ele pode acontecer. Segundo o governador de Minas, estudiosos da Universidade de Brasília (UnB) estão avaliando o perímetro do terremoto e outras pessoas poderão ser removidas preventivamente.   "Claro que para nós é algo inusitado (um terremoto em Minas). O que me sensibilizou mais foi o sentimento das pessoas, o desespero absoluto sem saber para onde ir", declarou o governador. "São pessoas de baixa renda que, não teriam condição de reerguer suas vidas sem o apoio do Estado. Há muitos idosos aposentados vivendo naquela região."   Aécio declarou que um terreno está sendo escolhido pela prefeitura de Itacarambi, município-sede da região onde ocorreu o abalo, para que as novas casas sejam construídas. Os imóveis serão levantados com recursos do governo do Estado, mas o governador não soube estimar quanto será gasto.   O governador afirmou que decidiu pela remoção do vilarejo para o município-sede durante a visita que fez ao local, por causa do medo das pessoas e por se tratarem de famílias carentes. Enquanto isso, as famílias estão em abrigos improvisados pela Defesa Civil.      

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