Rede de tráfico de drogas em Cumbica atuava com 3 quadrilhas

Operação Carga Pesada da PF, iniciada em 2007, prendeu 58 pessoas, incluindo policiais e funcionários públicos

Agência Estado, com informações de O Estado de S.Paulo

11 de março de 2009 | 09h19

A Polícia Federal (PF) encerrou na terça-feira, 11, uma operação que desbaratou três quadrilhas de tráfico internacional de drogas que atuavam no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, há pelo menos dois anos. As quadrilhas pagavam propina a servidores da Receita Federal e da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), além de cooptar funcionários de companhias aéreas e vigilantes responsáveis pela segurança do aeroporto para que facilitassem o envio de malas cheias de cocaína a países da África e da Europa.   Veja também:  TV Estadão - Circuito interno do aeroporto grava ação da quadrilha Droga entrava em Cumbica em carros de empresa de segurança Polícia Federal prende 32 por tráfico de drogas em Cumbica Três homens vindos de SP são presos com drogas em Portugal   Só no primeiro semestre de 2007, antes das investigações, a PF estima que 1,3 tonelada de cocaína tenha chegado a receptores de Inglaterra, Holanda, Portugal e África do Sul. A quadrilha pagava R$ 2,5 mil ao funcionário cooptado, segundo a PF. Na operação - iniciada em julho de 2007, 58 pessoas foram presas, incluindo uma auditora da Receita Federal responsável pela fiscalização do setor de cargas, um funcionário da Infraero que vigia a pista, quatro policiais civis e uma policial militar. Também foram presos 37 funcionários de companhias aéreas.Todos os integrantes da quadrilha atuavam em São Paulo, Guarulhos, Campo Grande e Ponta Porã. Os mandantes da quadrilha eram traficantes nigerianos que moravam em São Paulo. Para que "não houvesse influência no processo judicial", a PF não informou a identidade dos presos. A Infraero determinou uma sindicância para "avaliar a participação dos empregados em atividades que comprometam os procedimentos normativos da empresa". A Corregedoria da Polícia Civil solicitou à PF informações para averiguar o envolvimento dos policiais.

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