Rede, que tem de crescer, está cada vez menor

RIO

Clarissa Thomé, O Estado de S.Paulo

21 Junho 2011 | 00h00

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Seguro, Henrique Shinomata, que representa os médicos que atuam no setor, acredita que as operadoras levarão tempo até que consigam ampliar a sua rede de atendimento. "Dependendo da operadora, os médicos estão se descredenciando, por conta da remuneração baixíssima. Muitas vezes, numa sala de parto, o fotógrafo que registra o nascimento do bebê ganha mais que o próprio médico," afirmou.

Ele criticou o fato de o paciente perder o direito de escolher o médico, já que o profissional será indicado pela operadora, mas destacou como ponto positivo o fato de o tempo para a consulta de retorno ser estabelecido pelo próprio médico e não mais pelo plano. "Se for um caso grave, o médico poderá dizer que o paciente tem de retornar em três dias", lembra Shinomata.

A presidente da Unidas, entidade que reúne as empresas de autogestão em saúde, Denise Eloi de Brito, criticou o fato de a norma da ANS não levar em conta particularidades desse tipo de plano. Ela lembra que há localidades, no interior do País, onde "nem o Estado consegue oferecer todos os tipos de atendimento à população, por total inexistência de oferta".

"A ANS não considerou as particularidades desse segmento, que não tem fins lucrativos e oferece assistência à saúde em regiões que, muitas vezes, por não serem lucrativas, não são de interesse de outros segmentos do mercado de saúde suplementar", afirmou. Ela ressaltou que "os custos decorrentes das mudanças promovidas pela ANS certamente serão absorvidos pelos beneficiários do sistema".

AFederação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), que reúne as 15 maiores operadoras, informou que considera os prazos adotados pela resolução "razoáveis de serem cumpridos".

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