Redes 3G na América Latina começam a operar em 2007

Os cerca de 300 milhões de usuários de celulares na América Latina começarão a ter acesso a redes de telefonia móvel de terceira geração (3G) ainda neste ano. "Os primeiros lançamentos começarão este ano e esperamos que em 2008 as redes de terceira geração sejam uma realidade em grande escala", disse Erasmo Rojas, diretor regional da 3G Américas, associação que promove a tecnologia GSM nas Américas. Rojas acrescentou que as grandes operadoras regionais devem liderar a adoção do 3G já que precisarão recuperar os gastos com a migração de seus clientes das redes de segunda geração. América Móvil, Telefónica e TIM controlam atualmente mais de três quartos do mercado celular latino-americano. Para este ano, a América Móvil, que lidera o mercado com uma participação de cerca de 38%, e Telefónica (28%), anunciaram investimentos de US$ 3 bilhões cada para modernizar suas redes na região, mas não fixaram datas para o lançamento da tecnologia de terceira geração UMTS na América Latina. Rojas disse que o grande volume de investimentos leva as operadoras a buscar a maximização do retorno antes de oferecerem aos clientes o salto para uma nova tecnologia. "O Arpu (receita média por usuário) na região oscila entre US$ 13 e US$ 15 por mês", disse Rojas. É um valor bem abaixo dos cerca de US$ 40 por mês que a Telefónica Móviles obtém na Espanha. Rojas disse que para defender seus nichos e obter vantagens competitivas, algumas das operadoras locais ou governamentais já anunciaram que colocaram em marcha a adoção da tecnologia 3G na América Latina. No Chile, que conta com uma taxa de penetração de celulares de 80%, a Entel já lançou uma rede 3G. Também existe uma rede de terceira geração em Porto Rico e há planos concretos para o lançamento no Uruguai e Argentina. Rojas acrescentou que a recente queda nos preços dos celulares pode se constituir outro impulso para a tecnologia 3G na região latino-americana. "O congresso 3GSM (que acontece em Barcelona) foi marcado por notícias muito promissoras nesse sentido", disse Rojas, referindo-se aos planos da sul-coreana LG Electronics de vender celulares 3G a preços de cerca de US$ 70. Rojas também afirmou que os governos latinos poderiam fomentar a implantação da tecnologia 3G mediante marcos regulatórios que incentivem o setor. "Diferente da Europa, não deveria haver leilões muito custosos de licenças 3G", disse Rojas. "(Os governos) poderiam recorrer a outras fórmulas como ´pague à medida que cresça´", afirmou.

Agencia Estado,

15 Fevereiro 2007 | 17h06

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