Reduzida área de isolamento para transgênicos

O governo federal reduziu a distância no entorno das unidades de conservação em que é proibido cultivar sementes geneticamente modificadas de soja e algodão. No caso da soja, a distância foi reduzida para 500 metros; e para o algodão, a nova faixa limite mínima é de 800 metros. Até agora, os produtores rurais não podiam plantar variedades transgênicas numa área de 10 quilômetros ao redor dos parques, a não ser que um plano de manejo específico determinasse zona menor (chamada tecnicamente de zona de amortecimento), explicaram técnicos da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). A nova regra consta no Decreto 5.950, publicado no Diário Oficial. O decreto regulamenta o artigo 57-A da Medida Provisória 327, também publicada nesta quarta-feira. A decisão do governo não agradou às entidades ambientalistas. Em nota, o Greenpeace considerou a Medida Provisória "uma afronta ao princípio da precaução e não poderia ter sido tomada sem uma consulta à sociedade". Para o Greenpeace, a MP é uma medida para agradar agricultores e multinacionais da área de biotecnologia, e terá como conseqüência a possível expansão da área de cultivo transgênico no sul do País. "Se antes dessa medida, as zonas de amortecimento eram desrespeitadas, agora a situação só tende a piorar", afirma Gabriela Vuolo, da campanha de engenharia genética do Greenpeace Brasil. Ampliada às 19h39, com declarações do Greenpeace

Agencia Estado,

01 de novembro de 2006 | 15h49

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.