Reencontro depois de 22 anos

Rosa Roisinblit, de 88 anos, vice-presidente da ONG argentina de direitos humanos Avós da Praça de Maio, acaricia seu neto Guillermo, que foi tirado da mãe durante a ditadura militar (1976-1983). A mãe de Guillermo, Patricia, foi capturada em outubro de 1978, quando ainda estava grávida de oito meses. Desde então, Patricia é considerada desaparecida política. Guillermo nasceu quando ela ainda estava presa pelos militares. Na época, Guillermo foi entregue à força a pais adotivos ligados à junta militar. Sua avó, Rosa só chegou ao neto depois de 22 anos de buscas, depois de ter recebido uma denúncia anônima. A líder da ONG argentina também encontrou o paradeiro de outras 88 crianças. Estima-se que até 500 pessoas tenham nascido em cativeiros da ditadura argentina, longe de seus pais.

, O Estadao de S.Paulo

20 de novembro de 2009 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.