Referendo para independência da Escócia será em 18 de setembro de 2014

A Escócia vai realizar um referendo sobre a independência em 18 de setembro de 2014, para decidir se seus cinco milhões de habitantes devem encerrar uma união de 300 anos e deixar o Reino Unido.

IAN MACKENZIE, Reuters

21 de março de 2013 | 14h22

O primeiro-ministro Alex Salmond, anunciando a data no Parlamento escocês na quinta-feira, disse que a ruptura dos laços com o governo britânico daria aos escoceses a chance "para construir um país melhor".

O Partido Nacional Escocês (SNP, em inglês) de Salmond, a favor da independência, conquistou a maioria no Parlamento escocês nas eleições de maio de 2011.

Mas o SNP enfrenta uma dura batalha para ganhar o referendo --que será realizado no ano do 700º aniversário da Batalha de Bannockburn, uma célebre vitória sobre os ingleses.

As pesquisas de intenção de voto mostram o apoio para a independência em cerca de 30 por cento do eleitorado escocês, enquanto 50 por cento está a favor do status quo.

O Parlamento escocês, criado em 1999, tem poderes limitados em áreas como saúde e educação, mas o Parlamento britânico em Westminster, em Londres, ainda exerce controle sobre decisões importantes de gastos do governo em setores como Defesa.

"A escolha se torna mais clara a cada dia que passa --a oportunidade de usar nossos vastos recursos e talentos para construir um país melhor, ou continuar com o sistema de Westminster, que simplesmente não está funcionando para a Escócia", afirmou Salmond em um discurso para anunciar a data do referendo.

Os eleitores serão questionados com uma única pergunta: "a Escócia deve ser um país independente?"

O SNP argumenta que as receitas com o petróleo do Mar do Norte, combinados com a agricultura local e as indústrias de pesca e uísque permitiriam que uma Escócia independente prosperasse. Outros partidos em Edimburgo e o governo britânico dizem que o país e o resto do Reino Unido sairiam perdendo.

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