Reforma com recurso social chega a 5 de 25 imóveis

Quase cinco meses após a explosão da loja de fogos de artifício, moradores da Rua Américo Guazelli , em Santo André, continuam a sofrer prejuízos. Das 25 casas afetadas, 5 foram reformadas com recursos do Fundo Social de Solidariedade, sob coordenação da prefeitura, mas os donos reclamam do serviço. Em outras casas, moradores tiraram dinheiro do bolso ou acionaram seguro. Dois dos quatro imóveis totalmente destruídos serão reerguidos por construtores que, em troca, adquiriram metade dos terrenos.

Ana Bizzotto, O Estadao de S.Paulo

08 de março de 2010 | 00h00

Na reforma feita no número 190, o teto de estuque destruído foi trocado por revestimentos de madeira ou de uma fina camada de PVC, que apresentam goteira. "Chove mais no meu quarto que fora de casa", diz a dona de casa Diana Rubino, de 56 anos, que vive ali com a sogra e dois filhos. Desde que voltaram, no dia 20 de dezembro, ela dorme em um colchão na sala.

A Câmara Municipal de Santo André havia autorizado o uso de R$ 150 mil do Fundo Social para as reformas. A prefeitura diz inspecionar as obras e promete averiguar hoje problemas como o relatado por Diana e tomar "todas as providências".

O aposentado Espedito Boiane gastou R$ 10 mil com a reforma da casa. "Tive de reformar, porque a Defesa Civil não interditou, disse que a estrutura não foi abalada. Não dava para esperar por uma posição deles. As janelas, portas e telhas da garagem ficaram destruídas."

A dona de casa Antônia Montanari, de 74 anos, que vivia com três filhos e dois netos em uma casa ao lado da loja, agora paga R$ 500 de aluguel no número 251 da rua. Além da casa, havia a oficina do filho Wagner, que agora paga R$ 1 mil de aluguel em outro imóvel. "Perdemos tudo, e a prefeitura não ajudou em nada. Tivemos propostas de construtoras, mas o terreno ficaria muito pequeno. Não daria para ter a oficina."

A aposentada Dione Cerveline, de 67 anos, negociou com uma construtora, que ficou com metade do terreno. "A prefeitura falou que começaria a obra em maio. Não podia esperar, pago R$ 800 de aluguel."

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