ANDRE DUSEK/ESTADAO
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'Reforma da Previdência já está precificada pelo mercado', diz Padilha

Ministro da Casa Civil afirmou que retomada da economia está diretamente relacionada com aprovação da reforma; ele não comentou, contudo, o impacto das delações dos executivos da Odebrecht

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

13 Abril 2017 | 14h17

BRASÍLIA - Em meio aos últimos ajustes no texto da reforma da previdência, que deverá ser lido na comissão especial na próxima semana, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, que confia no calendário do governo e ressaltou que a aprovação da reforma é fundamental para a retomada da economia.

"A reforma da previdência já está há muito tempo precificada pelo mercado e sua aprovação é fundamental para a conclusão do ajuste fiscal do governo federal", disse. Padilha não quis comentar o impacto das delações dos executivos da Odebrecht - que culminaram com pedido de abertura de inquérito contra diversos políticos, incluindo ele - e disse que o presidente Michel Temer já havia manifestado a opinião do governo ao destacar a independência dos poderes e reforçando que o País não pode parar.

O ministro, que tem coordenado o grupo técnico do trabalho da previdência, reforçou que, sem a reforma, não será possível melhorar a economia. "A retomada da economia está diretamente relacionada com sua aprovação".

Em relação ao trabalho de convencimento, que segundo ele está sendo feito "homem a homem", há argumentos para que a classe política mostre ao seu eleitorado a necessidade da aprovação da reforma. "Os políticos que forem autores da reforma da previdência terão mais acesso aos eleitores como alguém que garantiu o pagamento para os aposentados", disse.

O relatório do deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) será apresentado aos parlamentares da base aliada na próxima terça-feira, em um café da manhã com o presidente Michel Temer. Depois da exposição à base, a previsão é que Oliveira Maia faça a leitura do texto na comissão. Um jantar para cerca de 400 pessoas no Alvorada chegou a ser cogitado, mas, de acordo com auxiliares de Temer, esse evento deve ficar para a véspera da votação do texto no Plenário da Câmara. 

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