Reforma trabalhista tem semana decisiva na Itália

O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, enfrentará nesta semana a difícil tarefa de conciliar as reivindicações de sindicatos com as de empregadores e definir o texto da reforma trabalhista, que visa aumentar a competitividade da Itália e protegê-la da crise da dívida da zona do euro.

REUTERS

18 Março 2012 | 17h10

O limite imposto pelo governo para se chegar a um acordo é o fim desta semana, mas os sinais não são muito promissores. O maior sindicato diz que um entendimento durante uma reunião chave, nesta terça-feira, é "impossível".

Os empregadores alertam que não assinarão um documento com muitas concessões para os sindicatos.

Neste domingo, Monti minimizou as tensões. O premiê declarou que ainda acredita num acordo na reunião que ele comandará na terça.

No sábado, ele pediu para todos os lados cederem e indicou que não estava totalmente satisfeito com as propostas apresentadas até agora pela ministra do Bem-estar Social, Elsa Fornero.

"Na terça, eu vou pedir que a ministra tome ainda mais em conta os interesses do futuro e dos jovens", afirmou ele numa entrevista em Milão. Uma vez firmado o acordo, ele disse que planeja um giro pela Europa para explicar por que a Itália será um lugar atrativo para se investir.

Monti tem repetido que seguirá com a reforma mesmo se não houver um pacto com os sindicatos. Ele tem dito que as negociações terminam nesta semana e que a reforma será apresentada no fim de março.

(Por Gavin Jones, reportagem adicional por Lisa Jucca, em Milão)

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