Regiões de SP terão ações para reduzir mortes de bebês

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou hoje que sua gestão vai intensificar ações na Baixada Santista e no Vale do Ribeira para reduzir as mortes de bebês em gestação e recém-nascidos. As duas regiões são as que apresentam no Estado os maiores índices de mortalidade perinatal, que compreende o período da 22.ª semana de gestação até sete dias completos após o nascimento. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, a Baixada Santista ainda registra 18 mortes a cada mil nascimentos e a região de Registro, 21,3 mortes. Os dados, divulgados hoje, são referentes a 2009.

WLADIMIR D'ANDRADE, Agência Estado

17 de fevereiro de 2011 | 14h45

Apesar dos números relativos às duas regiões, Alckmin comemorou a redução em 25% do índice no Estado. Em 2000, São Paulo registrava 18,5 mortes a cada mil nascimentos. Em 2009, o índice caiu para 13,8. "Empatamos com Santa Catarina e estamos hoje na pole position dos índices do País", afirmou, em evento no Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros, no Belenzinho, bairro da zona leste da capital paulista.

A queda no índice foi creditada, principalmente, ao atendimento pré-natal: levantamento da secretaria aponta que 76,1% das grávidas paulistas passam por ao menos sete consultas pré-natal - o mínimo recomendado pelo Ministério da Saúde é de seis. "O pré-natal ajuda a detectar doenças precocemente na criança e na mãe", explicou o secretário de Saúde, Giovanni Guido Cerri.

O secretário afirmou que a meta a longo prazo é atingir índices de países desenvolvidos, que são de aproximadamente oito mortes a cada mil nascimentos.

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