Reitor afirma que está 'tranquilo' após denúncia

Nota assinada por 25 representantes de vários setores da instituição contesta alegação de irregularidades

RIO, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2012 | 02h05

Após a divulgação das denúncias, a UFRJ questionou a ação do Ministério Público Federal e o reitor da instituição afirmou que está "tranquilo".

Em nota publicada em seu site, a universidade diz ser um "equívoco" considerar o contrato com o banco irregular. Segundo a universidade, a auditoria da CGU foi específica sobre a atuação das fundações privadas. De acordo com a nota, a operacionalização dos contratos e convênios da universidade com a fundação tem embasamento legal e é adotada por várias federais do País.

A nota também afirma que a exploração comercial dos restaurantes já é alvo de uma comissão de sindicância interna. Para a universidade, "em nenhum dos casos sob exame houve dolo".

Ontem, setores da universidade repudiaram a ação. Em nota assinada por 25 representantes de vários institutos, o grupo diz que a ação "incorre em grave erro ao transformar um procedimento administrativo em condenação pública e prévia".

O reitor da UFRJ, Carlos Antonio Levi, afirmou que está "tranquilo" diante das denúncias. "Não tenho dúvidas de que poderemos demonstrar a legalidade do contrato e a forma como o uso dos recursos foi feito, sempre no interesse da universidade", declarou. "Não procede a insinuação de que houve desvio de recursos públicos para uma instituição privada, pois se trata de nossa fundação de apoio."

Segundo Levi, a procuradoria jurídica da UFRJ considerou desnecessário promover uma licitação para escolher o Banco do Brasil como gestor exclusivo das contas da universidade. "Desde sempre o Banco do Brasil foi o operador financeiro da universidade", completou. /A.P. e FÁBIO GRELLET

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.