Reitor da UFRJ é denunciado por formação de quadrilha e peculato

O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Carlos Antonio Levi da Conceição, e outras quatro pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal por formação de quadrilha, peculato e dispensa indevida de licitação. O grupo é acusado de usar irregularmente, de 2005 a 2011, R$ 52,8 milhões que a UFRJ recebeu do Banco do Brasil.

FÁBIO GRELLET / RIO, O Estado de S.Paulo

18 Dezembro 2012 | 02h07

O caso é investigado desde 2008. A denúncia foi apresentada à 7.ª Vara Federal do Rio de Janeiro pelos procuradores da República Neide de Oliveira e Eduardo Lopes Pinto. Em 19 de novembro, uma outra ação, de âmbito civil, foi distribuída para a 28.ª Vara Federal do Rio. Essa pode acarretar em perda do cargo e ordem para ressarcir o prejuízo causado aos cofres públicos, enquanto a ação criminal pode provocar até prisão.

Segundo Neide, a UFRJ firmou dois convênios e um contrato com o Banco do Brasil, que pagou para ser o gerenciador das contas da universidade. A primeira irregularidade da UFRJ, diz Neide, foi firmar os acordos com o banco sem fazer licitação. Depois, o dinheiro deveria ter sido pago à UFRJ e registrado em um sistema do governo federal, que permite o controle da aplicação da verba, mas isso não foi feito.

A terceira conduta irregular da reitoria, diz Neide, foi usar o dinheiro sem licitação.

Em nota, Levi da Conceição afirmou que "o contrato (com o BB) foi firmado com parecer favorável da Procuradoria Federal da Advocacia-Geral da União, que presta assessoria à universidade". "Estamos seguros de que a Justiça vai considerar nossos argumentos e aguardamos confiantes o desenrolar desse caso." Procurados, os outros denunciados não se manifestaram.

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