Reitores e grevistas discutem reivindicações na USP

O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp) e o Fórum das Seis, que agrega os sindicatos de professores e funcionários, se reúnem às 14 horas de hoje para discutir a pauta unificada de reivindicações da greve que paralisa parte dos serviços da Universidade de São Paulo (USP) desde 5 de maio. A concentração de grevistas das três estaduais terá início ao meio-dia em frente à reitoria, onde ocorre a reunião. O Cruesp garantiu que a Polícia Militar não estará no câmpus e o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) se comprometeu a não fazer piquetes - mas o compromisso foi firmado só para hoje.

AE, Agencia Estado

22 de junho de 2009 | 09h05

Na última reunião, realizada dia 16, o Cruesp propôs o encontro de hoje para dar continuidade às negociações. Em ofício enviado ao Cruesp na sexta-feira, o Sintusp garantiu que não haveria piquete no dia da reunião, desde que a PM não estivesse no câmpus. No ofício de resposta, o Cruesp garantiu que a polícia não estaria presente. A assessoria de imprensa da USP informou que há uma disposição da universidade e do Cruesp para que a PM não volte, mas isso ?dependerá dos próximos acontecimentos?.

De acordo com o dirigente do Sintusp, Magno de Carvalho, os piquetes serão mantidos nos dias em que não houver negociação. ?Estamos dispostos a negociar. Mas, se a polícia estiver no câmpus, não há negociação?, disse. ?Queremos que a negociação avance porque, se não houver avanço, a radicalização será maior ainda?, alertou. O Sintusp também enviou à USP um ofício propondo uma reunião amanhã para discutir a pauta específica de reivindicações dos funcionários, mas ainda não obteve resposta, segundo Carvalho.

No fim de semana, houve vigília de funcionários e alunos em greve por causa da confusão ocorrida na sexta-feira durante a manifestação de estudantes contrários à greve. Houve empurra-empurra e o estudante de História Rodrigo Neves, de 22 anos, contrário à paralisação, foi agredido. Segundo Carvalho documentos foram retirados do sindicato ou guardados no cofre para evitar um possível ato de vandalismo. De acordo com Neves, que fez boletim de ocorrência da agressão que sofreu, os estudantes contrários à greve não tinham intenção de provocar nenhum ato violento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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