Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Relator do Orçamento defende que governo pague pedaladas fiscais de uma vez

Um dos principais interlocutores do ministro da Fazenda no Congresso, Romero Jucá destacou que não se faz 'pagamento parcelado' de pedalada porque esse instrumento não é legal

Ricardo Brito, O Estado de S. Paulo

20 de outubro de 2015 | 18h37

Brasília - O relator-geral do Orçamento deste ano, senador Romero Jucá (PMDB-RO), defendeu nesta terça-feira, 20, que o governo inclua na revisão da meta fiscal de 2015 todo o passivo existente, inclusive as chamadas pedaladas fiscais. Para Jucá, o ideal é "encerrar" a fase do déficit fiscal este ano e trabalhar em 2016 para que o País tenha no mínimo déficit zero, isto é, o equilíbrio das contas públicas.

"Temos que ter realidade, mas é muito importante que as pedaladas remanescentes e qualquer tipo de maquiagem ou ação que seja de esconder a realidade das contas públicas possa ser redefinido, clarificado transparentemente e daí a gente parta para um novo momento das contas públicas brasileiras buscando o equilíbrio", afirmou.

Um dos principais interlocutores do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, no Congresso, Jucá destacou que não se faz "pagamento parcelado" de pedalada porque esse instrumento, um tipo de empréstimo, não é legal.

Mesmo destacando não saber de quanto será o rombo das contas públicas deste ano, o senador do PMDB estima que ficará entre R$ 60 bilhões e R$ 80 bilhões. Ele não descartou um eventual corte no programa Bolsa Família, conforme tem defendido o relator-geral do Orçamento de 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR).

"Se o governo quer buscar o déficit zero no próximo ano, o governo vai ter que ver onde vai ter que cortar. Mas há uma realidade inexorável, o governo vai ter que cortar despesas", considerou.

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