Relatório indica cinco falhas na obra do Fura-Fila em SP

Relatório preliminar preparado por técnicos da Prefeitura de São Paulo aponta cinco possíveis causas para o acidente ocorrido na noite de segunda-feira na obra do Expresso Tiradentes, antigo Fura-Fila. Três das hipóteses podem ser consideradas falhas de engenharia. A primeira possibilidade é erro no projeto, o que teria provocado o desequilíbrio da gigantesca estrutura de concreto que se inclinou e só não foi ao chão porque ficou apoiada em viaduto. Após inspeção, os técnicos calcularam que a estrutura, de 81 metros de comprimento, pesa 990 toneladas.A segunda possibilidade listada no relatório é de equívoco no momento da colocação do concreto. Um dos lados da estrutura teria recebido mais material do que o outro lado, o que criou uma diferença de peso e provocou o tombamento. A terceira explicação seria o desalinhamento do pilar que sustenta a estrutura. Fora da posição ideal, a plataforma teria cedido.?São todos erros de engenharia?, afirmou o consultor de engenharia Luiz Célio Bottura. ?Tudo isso pode ser evitado. É o bê-á-bá da engenharia.? Para ele, qualquer uma dessas três hipóteses é inadmissível, pois o método de construção é muito usado na engenharia brasileira. ?Faltou controle. Entendo que quando contrata uma obra o poder público tem obrigação de fiscalizar.?As outras possibilidades incluídas no relatório são o choque de um caminhão com excesso de altura e ?fatores externos, fortuitos ou supervenientes?. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) também investiga o acidente, assim como técnicos do consórcio responsável pela obra, formado pelas empresas Carioca Engenharia e Andrade Gutierrez. Os laudos devem ser concluídos em até 30 dias. O acidente aconteceu quando uma estrutura de concreto pendeu sobre o Viaduto Grande São Paulo, na Vila Prudente. Não houve feridos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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