Remédio contra câncer pode ter sido falsificado

Clínicas oncológicas de São Paulo e do Rio de Janeiro podem ter recebido um lote falsificado do medicamento MabThera, da Roche. A Operação Medula 3, que identificou o problema, foi a mesma que revelou esquema de desvio de remédios de hospitais de São Paulo em fevereiro.

MARIANA LENHARO, JORNAL DA TARDE , O Estado de S.Paulo

08 Março 2012 | 03h08

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou ontem uma resolução proibindo a distribuição e a venda do lote B6038, com data de fabricação de 6/2010 e validade de 12/2012. Segundo a Polícia Civil, pelo menos uma pessoa recebeu a medicação falsa. As investigações tentam descobrir quem é esse paciente e as clínicas que adquiriram medicação irregular no período de atuação da quadrilha.

Segundo o delegado Anderson Giampaoli, da 2.ª Delegacia de Polícia de Crimes contra a Administração, junto com os remédios desviados - que eram originais - foi encontrado um frasco vazio do MabThera, que depois se concluiu ser falsificado. A farmacêutica produziu um lote com aquele número, mas com datas de fabricação e validade diferentes daquelas impressas.

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