Orlin Wagner/AP
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Republicanos dão 'gelo' em candidato ao Senado por fala sobre aborto

Presidente Barack Obama considerou ofensivas as declarações de Todd Akin

Reuters

20 de agosto de 2012 | 18h41

WASHINGTON - Dirigentes republicanos tentam nesta segunda-feira, 20, se distanciar de Todd Akin, candidato ao Senado por Missouri, que causou polêmica numa declaração sobre estupros e aborto, chamando a atenção para uma questão socialmente delicada a uma semana da convenção do partido. Akin disse em entrevista pela TV que as mulheres têm defesas biológicas para evitar a gravidez em caso de "estupro legítimo", sendo desnecessário garantir o direito ao aborto para vítimas do estupro.

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As declarações causaram uma indignação que mobilizou os democratas e pôs em dúvida o que parecia uma vitória segura do republicano sobre a sua rival democrata, Claire McCaskill, atual ocupante do cargo. Os republicanos precisam conquistar quatro vagas de senadores democratas na eleição de 6 de novembro para formarem maioria no Senado.

Durante uma aparição de surpresa na sala de imprensa da Casa Branca nesta segunda, o presidente norte-americano, Barack Obama, qualificou as declarações de Akin como ofensivas. "Estupro é estupro", declarou ele. "E a ideia de que deveríamos estar analisando, qualificando ou fatiando de quais tipos de estupro estamos falando não faz sentido para o povo norte-americano e, certamente, não faz sentido para mim."

O pré-candidato presidencial republicano Mitt Romney, que segundo as pesquisas aparece bem atrás de Obama entre as mulheres, criticou as declarações de Akin, e alguns colegas de partido sugeriram que ele renuncie à disputa.

Romney, que apoiou o direito ao aborto quando era governador de Massachusetts, em geral evita questões sociais para não se indispor com conservadores religiosos. Seu principal foco tem sido as questões econômicas.

Akin disse que se expressou mal na entrevista e não tem intenção de desistir da candidatura.

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