Republicanos voltam suas baterias para a Carolina do Sul

Os pré-candidatos republicanos chegaram na quarta-feira à Carolina do Sul levando pilhas de dinheiro e uma retórica afiada para os dez dias de campanha até a eleição primária, que pode ser crucial para definir se há algum pré-candidato capaz de conter a marcha de Mitt Romney rumo à vitória.

STEVE HOLLAND E JOHN WHITESIDES, REUTERS

11 de janeiro de 2012 | 18h34

O ex-governador de Massachusetts venceu na terça-feira por ampla margem a eleição primária de New Hampshire, e uma semana antes havia vencido a primeira disputa, em Iowa, credenciando-se como favorito para ser o indicado do partido para enfrentar o presidente Barack Obama na eleição geral de novembro.

Refletindo esse favoritismo, a campanha de Romney anunciou que ele arrecadou 24 milhões de dólares para a campanha no último trimestre de 2011, o que é mais do que qualquer rival conseguiu.

Romney lidera as pesquisas na Carolina do Sul, que vota no dia 21, mas o fato de ser mórmon pode reduzir suas chances entre o grande eleitorado evangélico do Estado. Ele em geral enfrenta desconfianças de eleitores conservadores que o consideram moderado demais em questões sociais.

A Carolina do Sul também tem um desemprego de 9,9 por cento, superior à média nacional, e os rivais de Romney tentam retratá-lo como um predador corporativo, que não se importava em demitir pessoas enquanto ganhava fortunas à frente de uma firma de investimentos.

"A questão afinal ficará entre um conservador (inspirado no ex-presidente Ronald) Reagan e um moderado de Massachusetts, e acho que conforme o seu histórico for mais bem conhecido, ele ficará cada vez mais fraco muito rapidamente, porque seu histórico está à esquerda dos eleitores da Carolina do Sul", disse a jornalistas em Rock Hill o pré-candidato Newt Gingrich, que deposita suas últimas esperanças na Carolina do Sul.

Em New Hampshire, Romney ficou à frente do deputado libertário Ron Paul, e de Jon Huntsman, ex-governador de Utah, que concentrou sua campanha no Estado.

Nos últimos dias, Gingrich e o governador do Texas, Rick Perry, têm criticado Romney por causa da atuação da Bain Capital, firma de investimentos que teve Romney como um dos fundadores. Eles diziam que a Bain demitia funcionários e colhia enormes lucros ao adquirir empresas, sendo que algumas delas faliram.

O debate é estranho em se tratando do Partido Republicano, seguidor da livre iniciativa. A campanha de Ron Paul alertou que os rivais de Romney estão "empregando táticas esquerdistas" que os desqualificam como candidatos a presidente.

Romney disse que os ataques dos rivais são um bom treino para a eleição geral. "Tentaram a mesma coisa aqui em New Hampshire, e deu extraordinariamente errado. As pessoas aqui no Estado sabem que no trabalho que eu tive criamos várias empresas, investimos em muitas outras, e que no geral foram criados dezenas de milhares de empregos. Então tenho bastante orgulho desse histórico", disse ele à rede CBS.

"Olha, vai ser, sabe, todos os canhões atirando na minha direção, e tenho ombros largos. Posso lidar com isso, não estou preocupado a respeito."

(Reportagem adicional de Patricia Zengerle e Susan Heavey em Washington)

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