Reservatório de SP passa por obras há mais de sete anos

O Reservatório da Sumaré, que abastece bairros da zona oeste e abriga um parque aberto ao público, passa por obras praticamente ininterruptas há mais de sete anos, afirmam frequentadores e funcionários. As intervenções incluem reformas no sistema de abastecimento de água e na infraestrutura da área de lazer. Funcionários do parque, que não quiseram se identificar, garantem que o local é afetado pelos procedimentos de obras, no mínimo, desde 2006. "Uma das obras durou quatro anos", conta um deles. A aposentada Elizabeth Rimoli diz que, quando comemorou o aniversário de 5 anos da neta, que hoje tem 14, no parque, as intervenções já tinham começado.

CLARICE CUDISCHEVITCH, Agência Estado

03 de maio de 2013 | 14h37

Os funcionários também reclamam da falta de manutenção. "Há apenas uma pessoa responsável pela limpeza. Jardineiro não tem mais. Deveriam cuidar mais das áreas de lazer, melhorar os brinquedos." Eles revelam que o incômodo com os problemas de infraestrutura do parque e com a lentidão das obras levou frequentadores a se mobilizarem para fazer uma reclamação, que deverá ser encaminhada à Sabesp. Patricia Camargo frequenta o parque há quase quatro anos e nunca viu a área livre dos caminhões e tratores. "O movimento desses veículos é intenso aqui dentro, acaba sendo perigoso." Ela também observa problemas de manutenção e afirma que a área usada para caminhadas passou por uma reforma, mas logo estava danificada de novo.

Flávio Carvalho e Eliana Almeida, que há 11 anos costumavam ir ao parque e voltaram a frequentá-lo há dois anos, consideram que as obras são importantes, uma vez que a prioridade da área é o abastecimento de água. No entanto, observam riscos a quem está caminhando ou brincando na área de lazer: "Já vimos objetos caindo da torre bem perto de onde as pessoas andam. Além disso, áreas perigosas, com buracos abertos, ficam expostas sem interdição, com crianças correndo e brincando bem ao lado".

O jornal O Estado de S. Paulo pediu à Sabesp, responsável pelo reservatório, um levantamento das obras realizadas no local nos últimos dez anos. A empresa destacou quatro: a primeira durou de setembro de 2006 a outubro de 2007 e incluiu a recuperação estrutural do reservatório Sumaré Velho, com a impermeabilização da laje de cobertura e uma reforma na área de lazer. A segunda começou em janeiro de 2007 e terminou em julho de 2009, quando foram implantadas novas redes de distribuição de água e interligações às existentes em algumas ruas. A terceira durou de janeiro a agosto de 2009, sendo esta uma reforma nos pilares de sustentação da laje de cobertura.

A última obra teve início em fevereiro de 2012 e previu um reforço no abastecimento do Setor Sumaré, onde estão sendo implantadas novas redes e conexões com as tubulações existentes, sendo a maioria nas ruas adjacentes. Internamente, estão sendo feitas interligações entre as câmaras dos dois reservatórios com o objetivo de diminuir os riscos de desabastecimento - segundo a Sabesp, sem essa obra, a região ficaria sem abastecimento de água em mais ou menos cinco anos.

A Sabesp ressalta, no entanto, que não há registros das pequenas atividades de manutenção e que o conjunto de tubulações e válvulas sob a área "são objeto de permanentes inspeções e serviços de manutenção". Ao todo, os gastos com as obras destacadas pela empresa somam R$ 10,19 milhões.

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