Resgate de mineiros soterrados na Nova Zelândia continua parado

A operação para tentar retirar 29 trabalhadores soterrados em uma mina de carvão da Nova Zelândia está parada há três dias, e as autoridades temem explosões no local, enquanto parentes rezam por um milagre.

GYLES BECKFORD, REUTERS

22 de novembro de 2010 | 10h27

Os técnicos dizem que só na terça-feira deve haver condições de segurança para que as equipes de resgate tentem entrar na mina, cenário de uma explosão na sexta-feira.

Nesta segunda-feira pela primeira vez as autoridades falaram abertamente na possibilidade de que os 29 trabalhadores tenham morrido na explosão, que, segundo especialistas, causou a propagação de chamas e gases tóxicos pelas galerias.

"Todos estão aflitos e há exaustão em todo lugar. Os nervos estão à flor da pele. Estamos entrando no quarto dia e isso é muito desgastante", disse Tony Kokshoorn, prefeito de Greymouth, na costa oeste da Ilha Sul neozelandesa, onde fica a mina Pike River. "Até que alguém nos diga que não há esperança, existe muita."

As autoridades dizem que é possível que os mineiros tenham encontrado um bolsão de ar respirável e estejam refugiados ali. Mas não está claro se eles tinham água e alimentos para sobreviver. A reserva emergencial de oxigênio do grupo duraria apenas cerca de uma hora.

A qualidade do ar na mina está sendo testada, e um robô está sendo preparado para penetrar na galeria principal, escavada horizontalmente numa montanha. Mas o robô só poderá entrar se houver certeza de que seus componentes eletrônicos não causarão uma nova explosão.

Crianças amarraram fitas amarelas em sinal de esperança nos postes de Greymouth. Enquanto isso, muitos parentes dos trabalhadores começam a questionar a capacidade do setor para lidar com um acidente desses.

Um poço de 15 centímetros de diâmetro está sendo perfurado a partir do alto da montanha até a galeria central. Câmeras, microfones e sensores examinarão as condições da mina, junto com os testes da qualidade do ar que são feitos a cada 30 minutos para avaliar a concentração de gás metano.

O desastre evoca a situação dos 33 mineiros chilenos que neste ano passaram 69 dias soterrados no deserto do Atacama, até serem resgatados ilesos.

No sudoeste da China, equipes de resgate retiraram nesta segunda-feira 29 mineiros que haviam ficado retidos por causa da inundação de uma galeria subterrânea numa mina de carvão.

(Reportagem adicional de Adrian Bathgate)

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