Resgate de reféns das Farc começa na quarta-feira, diz Venezuela

Venezuela diz que já recebeu coordenadas de local em que seqüestrados serão libertados.

Claudia Jardim, BBC

25 Fevereiro 2008 | 20h40

O governo da Venezuela anunciou nesta segunda-feira que já recebeu as coordenadas do local em que os quatro reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) serão libertados e afirmou que a operação de resgate começará na manhã desta quarta-feira. "Já temos com precisão o lugar onde se encontram os quatro reféns em poder das Farc", afirmou o ministro de Interior e Justiça da Venezuela, Ramón Rodriguez Chacín, coordenador da operação de resgate dos reféns, em entrevista coletiva em Caracas. Chacín afirmou que os trabalhos de resgate na selva colombiana poderão ser iniciados nas primeiras horas desta quarta-feira e que dependem apenas do aval do governo da Colômbia. "Confiamos na boa vontade do governo colombiano para facilitar este processo e que os quatro regressem sãos e salvos à Venezuela", disse. No início do mês, as Farc prometeram entregar ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e à senadora colombiana Piedad Córdoba os ex-congressistas colombianos Gloria Polanco de Lozada, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán. Na semana passada, a guerrilha confirmou a libertação de um quarto refém, o ex-congressista Luis Eduardo Gechem, que de acordo com testemunhos de ex-seqüestrados enfrenta graves problemas de saúde. MilitarizaçãoEm meio à pior crise diplomática da história entre Venezuela e Colômbia, o governo venezuelano afirmou que as operações militares realizadas pelo Exército colombiano na zona em que será realizado o resgate colocam em risco a vida dos reféns. "Quero ratificar que neste momento existem fortes operações militares na região (onde estão os reféns), com mais de 18 mil homens", disse o ministro de Interior da Venezuela. No final de dezembro, quando fracassou a primeira tentativa de resgate de Clara Rojas, ex-candidata a vice-presidente da Colômbia, e Consuelo González de Perdomo, ex-congressista, as Farc alegaram que o Exército estava bombardeando a zona do resgate e que por esta razão teriam de adiar a libertação. Clara e Consuelo foram libertadas somente no dia 10 de janeiro. O ministro venezuelano também desmentiu as informações anunciadas pelo Ministério de Defesa da Colômbia, que afirmou na semana passada que os quatro reféns estariam sendo deslocados na selva em grupos separados e que, devido às graves condições de saúde de Luis Eduardo Gechem, a guerrilha estaria atrasando a libertação dos reféns. "Temos informação de inteligência, os quatro reféns estão juntos", disse Chacín. Esses ex-congressistas integram um grupo de 44 reféns que as Farc consideram passíveis de troca por guerrilheiros presos. No grupo também está incluída a ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt, seqüestrada há seis anos. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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