Resgate naval na Nova Zelândia é retomado; donos se desculpam

Tanques de óleo em um navio cargueiro que encalhou e ameaça se partir em dois na costa da Nova Zelândia sobreviveram ao impacto das ondas, disseram especialistas nesta quinta-feira, enquanto os proprietários da embarcação pediram desculpas pelas grandes manchas de óleo que apareceram nas praias.

GYLES BECKFORD, REUTERS

13 de outubro de 2011 | 10h15

O imediato da embarcação compareceu a um tribunal para explicar o encalhe do navio Rena, de bandeira liberiana, a 12 milhas náuticas de Tauranga, na costa leste neozelandesa.

O oficial, um filipino de 37 anos que comandava o navio na hora do acidente, foi libertado sob fiança, a exemplo do que já ocorrera com o capitão na véspera. Eles estão sujeitos a multa de 10 mil dólares neozelandeses (7.800 dólares norte-americanos), ou 12 meses de prisão.

Grandes fendas foram abertas no meio do casco do navio, que tem 236 metros de comprimento, está encalhado há oito dias num recife e já perdeu 300 toneladas de combustível pesado, espesso e tóxico.

Uma equipe de resgate foi içada até o convés do Rena, e depois de uma inspeção informou que seus tanques traseiros, com cerca de mil toneladas de combustível, estão intactos. O navio transportava 1.700 toneladas de combustível.

"O barco novamente parece ter se assentado no recife, o que é uma boa situação, porque ele não está recebendo aquela atividade que abriria essas rachaduras", disse Bruce Anderson, assessor do resgate, a jornalistas.

As ondas, que na véspera chegavam a cinco metros, diminuíram para cerca de um metro, o que pode permitir a retomada do bombeamento do óleo. Três rebocadores seguram o navio para tentar mantê-lo no recife e evitar o rompimento da proa, o que poderia fazer o casco afundar a uma profundidade de até 90 metros.

A empresa grega Costamare Shipping Inc., dona do navio, disse lamentar profundamente o vazamento de óleo. "Para nós, uma gota de óleo na água é uma gota demais. É, portanto, motivo de profundo pesar que um navio associado a nós seja a causa de tanta angústia", disse o diretor-gerente Diamantis Manos em declaração por vídeo.

Ele acrescentou que as empresas colaboram com as autoridades para identificar as causas do acidente e os responsáveis pela defesa, e que os danos serão ressarcidos em concordância com as convenções internacionais.

Por causa do mar agitado, mais contêineres caíram no mar -- já são 88 contêineres perdidos, de um total de 1.368, e as autoridades disseram que um deles contém uma substância tóxica que pode explodir em contato com a água.

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