Residências e comércio puxam alta do consumo de energia

O consumo de energia elétrica no Brasil subiu 4,2 por cento no terceiro trimestre em relação há um ano, influenciado principalmente pelo forte crescimento da demanda nas classes residencial e comercial, informou a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) nesta sexta-feira.

REUTERS

28 Outubro 2011 | 12h01

O consumo nacional foi de 108.008 gigawatts-hora (GWh) no terceiro trimestre do ano, sendo que o consumo do setor comercial subiu 8,1 por cento, ao passo que o residencial consumiu 6,4 por cento a mais no trimestre, ante o mesmo período de 2010.

Só no mês de setembro o consumo nacional total de energia elétrica na rede somou 36.699 GWh, 4,4 por cento acima do mesmo período de 2010.

O consumo residencial vem apresentando crescimento durante o ano, que já é de 4,8 por cento no acumulado até setembro, diante das condições de crédito difundido à população, boas condições do mercado de trabalho, rendimento médio real em alta e taxa de desocupação declinante, segundo a EPE, que cita dados do Instrituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério do Trabalho.

Em setembro, as famílias brasileiras demandaram 9.494 GWh de energia, 6,6 por cento superior ao do mesmo mês de 2010.

Já a utilização de energia elétrica da classe comercial vem se expandindo em consequência do aumento do consumo de bens e serviços. Só em setembro, o consumo elétrico este segmento cresceu 7,8 por cento e consumiu 6.101 GWh.

A classe industrial mantém o ritmo de crescimento ao longo do ano e consumiu 920 GWh entre julho e setembro, crescimento de 2 por cento contra o mesmo período de 2010 e mesma taxa alcançada no segundo trimestre deste ano.

Enquanto o consumo industrial nas regiões Norte e Centro-Oeste crescem em ritmo mais forte, de 7 por cento e 18 por cento, respectivamente, no trimestre, a região Sudeste, que agrega a maior parcela de consumo de energia elétrica cresceu 0,7 por cento.

Já região Sul cresceu cerca de 3 por cento no trimestre, enquanto o Nordeste registrou taxa negativa de 0,6 por cento,

fruto de decréscimos de consumo nos segmentos de alumínio, ferro-ligas e química na Bahia, onde o consumo retraiu 7 por cento no trimestre.

(Reportagem de Anna Flávia Rochas)

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