Responsável por disparos contra PM ainda não foi preso

Um soldado de 33 anos que trabalhava na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Camarista Méier, na zona norte do Rio, morreu nesta segunda-feira após ser baleado na cabeça enquanto fazia ronda de rotina na região conhecida como Gambá, no complexo de favelas de Lins de Vasconcelos, na zona norte, por volta das 13 horas. O responsável pelos disparos não foi preso. O soldado, que até a noite de hoje havia sido identificado apenas como Camilo, chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Naval Marcílio Dias, na mesma região. Ele foi submetido a cirurgia, mas morreu durante a tarde.

FÁBIO GRELLET, Estadão Conteúdo

06 de outubro de 2014 | 19h59

Segundo a polícia, Camilo estava fazendo ronda de rotina, acompanhado por outros policiais, quando foi atingido pelos disparos. A PM passou a tarde tentando, sem sucesso, identificar e prender os responsáveis pelos tiros. O caso foi registrado na 26ª DP (Méier). Na tarde de hoje também ocorreram tiroteios na Vila do João, área do complexo de favelas da Maré, que está ocupada por tropas federais durante o processo de pacificação.

Ao longo da semana passada o Rio registrou ataques promovidos por criminosos em vários bairros da zona norte. Entre segunda e quinta-feira houve confrontos, entre bandidos de facções rivais ou entre eles e a polícia, em lugares como o complexo de favelas do Alemão e da Penha, a Mangueira, a Maré (todos na zona norte do Rio) e também em Niterói, na Região Metropolitana. Em três dias, cinco pessoas morreram em oito favelas pacificadas ou em processo de pacificação.

A avenida Brasil, principal via de acesso ao Rio, chegou a ser interditada para operações das tropas que ocupam a Maré e estavam combatendo a ação de criminosos. Na quinta-feira (2), o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, considerou que havia uma "predisposição" para confrontos no período eleitoral.

Desde o início do ano, mais de 40 policiais que atuam em UPPs foram atacados por criminosos. Um dos casos de maior repercussão ocorreu em 11 de setembro, quando o capitão Uanderson Manoel da Silva, de 34 anos, comandante da UPP Nova Brasília, no complexo do Alemão, foi morto durante um confronto com traficantes. Foi o primeiro comandante de UPP assassinado nessas circunstâncias.

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