Restaurantes da China oferecem carne de gato como iguaria

Segundo jornais locais, uma vez no menu, o gato chega a ser vendido por US$ 5,25 o quilo

Efe

16 Dezembro 2008 | 20h20

Milhares de gatos são enviados diariamente de toda a China até Cantão (sul) para acabarem nos cardápios dos restaurantes desta província, famosa por uma gastronomia que não exclui praticamente nenhum ser vivo em sua oferta.   Segundo matéria publicada nesta terça-feira, 16, pelo jornal oficial China Daily, um grupo vinculado ao tráfico de animais enviou uma carga de 1.500 felinos de Nanquim, na província oriental de Jiangsu, até a cidade de Dongguan, em Cantão, para serem vendidos em restaurantes.   O jornal Southern Metropolis Daily publicou que o tráfico de gatos começou no início deste mês e chega também até o sul por meio da província de Anhui.   Os gatos são capturados em Anhui e Cantão e vendidos por até 4 iuanes o quilo (US$ 0,5 ou 0,4 euro) para os atacadistas de Dongguan, que por sua vez os vendem por até US$ 2 o quilo aos restaurantes. Uma vez no menu, o gato é vendido por US$ 5,25 o quilo.   A notícia disparou as críticas dos consumidores chineses, segundo uma pesquisa realizada pelo site do jornal de Cantão, na qual 661 pessoas de um total de 886 afirmaram que comer gato era "impiedoso", embora 207 deles tenham considerado que estava bem.   Cerca de 400 disseram que nunca comeram carne de gato, enquanto 170 reconheceram ter feito isto ou que teriam a intenção de fazê-lo.   O comércio e consumo de carne de gatos não é punido pela lei chinesa, diz um advogado mencionado pela publicação. Segundo ele, isto acontece mesmo após o consumo de carne de civetas (gato-de-algália) ter feito em 2003 com que o vírus da Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars) tivesse alcançado seres humanos causando a morte de 800 pessoas em todo o mundo.

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