Retardar corte do cordão ´traz benefícios ao bebê´

Procedimento ajuda a evitar anemia entre a idade entre dois e seis meses

Agencia Estado

18 de junho de 2007 | 15h29

Esperar alguns minutos para cortar o cordão umbilical de recém-nascidos traz benefícios à saúde dos bebês no início de sua infância, revela um estudo conduzido por cientistas canadenses. A pesquisa realizou testes com 1.912 bebês, dos quais 1.001 tiveram o cordão rompido após pelo menos dois minutos após o parto. Na amostra restante, o rompimento foi imediato. Em artigo publicado no Journal of the American Medical Association, a Dra. Eileen Hutton, da Universidade de Hamilton, disse que os benefícios da espera se traduziram em melhores níveis de ferro no sangue das crianças.Como conseqüência, eles disseram, as crianças que tiveram o rompimento adiado demonstraram menos tendência a desenvolver anemia na idade entre dois e seis meses. O procedimento também diminuiu os riscos de icterícia, uma condição comum em recém-nascidos, que se expressa na cor amarela da pele e do branco dos olhos, eles afirmaram.Países pobresO corte imediato do cordão umbilical é uma prática mais comum nos países desenvolvidos. Mas a pesquisa disse que esperar alguns minutos permite que um maior volume de sangue circule da mãe para o filho. Para a Dra Hutton, este procedimento pode beneficiar os países mais pobres, onde a anemia - a falta de células sangüíneas que fornecem oxigênio para os tecidos - é um problema entre os recém-nascidos.Como ressalva, os cientistas disseram ter verificado uma superprodução do número de células vermelhas no sangue - a chamada policitemia - mas afirmaram que "esta condição parece ser benigna".

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