Reunião entre aéreas e aeroviários termina sem acordo

A segunda reunião deste ano entre representantes das companhias aéreas e aeronautas (comissários e pilotos) e aeroviários (profissionais que atuam em solo) frustrou a expectativa dos dois lados de chegar a um acordo sobre o reajuste salarial das categorias.

GLAUBER GONÇALVES, Agência Estado

17 de janeiro de 2011 | 17h57

No encontro que acabou na tarde de hoje na sede do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), no Rio de Janeiro, as companhias elevaram a oferta de aumento do piso de 8,5% para 10%. O impasse, no entanto, é o reajuste. Enquanto as empresas oferecem 8,2%, os trabalhadores querem o mesmo porcentual oferecido sobre o piso. Nos próximos dias, uma nova reunião deve ser marcada.

As negociações se arrastam desde novembro do ano passado e a dificuldade de um entendimento entre as partes levou os sindicatos dos trabalhadores a convocar uma paralisação às vésperas do Natal. A greve, porém, foi impedida judicialmente. Desde as primeiras reuniões, as empresas cederam e ampliaram os porcentuais inicialmente propostos.

Os trabalhadores também recuaram e reduziram suas exigências. No começo das negociações, enquanto as aéreas ofereciam reajuste de 6,08%, aeronautas pediam 15% e aeroviários 13%. As categorias queriam aumento de 30% sobre o piso.

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