REUTERS/Jon Nazca
REUTERS/Jon Nazca

Reunião entre EUA e Europa para discussão sobre aço termina sem esclarecimentos

Primeiro encontro entre governos para tratar das tarifas terminou sem um posicionamento da Casa Branca sobre quais seriam os critérios para isentar países da sobretaxa

Jamil Chade, correspondente, O Estado de S.Paulo

10 Março 2018 | 13h35

GENEBRA - O governo americano não esclareceu aos europeus quais serão os critérios que irão se utilizar para isentar países das tarifas que prometem aplicar contra o setor do aço em duas semanas. Após uma reunião mantida em Bruxelas neste sábado, 10, entre as diplomacias dos EUA, Europa e Japão, o bloco europeu admitiu que não obteve esclarecimentos sobre como irão ocorrer as negociações a partir de agora e nem quais são as condições exigidas pela Casa Branca para permitir que um governo consiga escapar das medidas protecionistas.

"Não houve um esclarecimento imediato dos EUA sobre as isenções. Portanto, as conversas continuam semana que vem", disse a comissária de Comércio da UE, Cecilia Malmstrom. Ela havia prometido um arsenal de medidas de retaliação caso a Europa seja afetada pelas tarifas. 

O presidente Donald Trump havia indicado que deixaria uma brecha para negociar com "reais aliados" e chegou a condicionar a tarifa a assuntos de financiamento da OTAN e reciprocidade comercial. Os europeus esperavam conseguir ficar de fora dos países afetados, insistindo nos últimos dias de que são "aliados naturais" dos EUA e que suas exportações não eram uma ameaça.  

++ Sobretaxa na importação de aço e alumínio vai gerar demissões no Espírito Santo

Antes de iniciar o encontro, Malmstrom indicou que esperava deixar a reunião com esclarecimentos sobre quais seriam os critérios usados pelos americanos para que um país não fosse atingido pela sofretaxa de 25%. 

Numa coletiva de imprensa, o ministro japonês Hiroshige Seko apontou que o representante de comercio da Casa Branca, Robert Lighthizer, apenas explicou os prazos da medida, sem detalhes. "Pedimos que todos tenham cabeça fría nesse momento", disse.  

++ ‘É uma visão muito simplória do comércio internacional’, afirma especialista sobre decisão dos EUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.