Reunião internacional na Índia discute o acesso a privadas

Cúpula em Nova Déli tratará da falta de privadas para 2,6 bilhões no mundo.

Sanjoy Majumder, BBC

31 de outubro de 2007 | 11h20

Representantes de mais de 40 países estão reunidos na capital da Índia, Nova Déli, para discutir um problema que aflige quase 40% da população mundial: a falta de acesso a um vaso sanitário.A Cúpula Internacional sobre Banheiros vai examinar durante quatro dias soluções e tecnologias que poderão ser usadas para fornecer sanitários para aqueles que ainda não têm acesso ao recurso.Segundo estimativas, 2,6 bilhões de pessoas no mundo todo não têm acesso a um sanitário.A ONU espera diminuir estes números até 2015 como parte das Metas de Desenvolvimento do Milênio."É uma questão tão importante como qualquer outra", disse Bindeshwar Pathak, da ONG Sulabh International, que promove o uso de privadas de baixo custo na Índia e é uma das organizadoras da reunião de cúpula."Na maioria dos casos, são países da Ásia, África e América Latina que não têm saneamento básico. Discutiremos isso na reunião", acrescentou.Apenas na Índia mais de 700 milhões de pessoas não têm acesso a sanitários com um sistema apropriado de tratamento de detritos.Quem viaja de trem pela Índia observa algo muito comum. Logo pela manhã, muitos moradores de vilarejos indianos se dirigem até a ferrovia mais próxima e se instalam nos arredores, usando o local como sanitário.Outros usam campos, florestas ou qualquer local aberto que possam encontrar.Mulheres estão em uma situação mais difícil, precisam fazer isso antes do amanhecer ou mesmo durante a noite, quando é relativamente mais discreto. Mas, neste caso, elas ficam vulneráveis a doenças ou mesmo a crimes sexuais.E a ONU quer sanar esta situação até 2025.Mas o problema é que é muito caro para a maioria dos países em desenvolvimento construírem privadas e esgotos da maneira mais tradicional, usada na maioria dos países ocidentais. Mas existem alternativas. "Temos vários modelos de privadas ao estilo indiano, de agachamento. Estas custam entre 700 e 3 mil rúpias (entre R$ 31 e R$ 132) e também usam pouca água. O que é útil em países que têm problemas de escassez de água", disse Anita Jah, vice-presidentes da Sulabh International.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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