Revisão para baixo mostra PIB de 2,2% nos EUA

Resultado foi 0,6 ponto porcentual menor que o inicialmente estimado, segundo dados do Departamento do Comércio americano

Gustavo Chacra, O Estadao de S.Paulo

23 Dezembro 2009 | 00h00

O Departamento do Comércio dos Estados Unidos revisou para baixo a taxa de crescimento da economia americana no terceiro trimestre deste ano. A alta do Produto Interno Bruto (PIB) foi de 2,2%, ou 0,6 ponto porcentual abaixo do anunciado em novembro. Apesar da alteração, o resultado indica que os americanos estão saindo da recessão iniciada no fim de 2007, mas a passo mais lento que o necessário para enfrentar um desemprego de 10%.

Para o quarto trimestre, economistas estimam um crescimento mais forte por causa dos aumentos das exportações e do consumo. Além disso, ontem foi anunciado um crescimento de 7,4% na venda de casas prontas, elevando o otimismo de investidores, uma vez que o setor imobiliário foi um dos que mais sofreram com a crise. Analistas advertiam, porém, que grande parte do crescimento foi puxado por um programa de crédito governamental para pessoas que estão adquirindo a sua primeira casa. "É um bom número, mas ainda veremos brevemente números muito ruins. O mercado imobiliário continua muito fraco", disse o economista Patrick Newport para o New York Times.

O crescimento no terceiro trimestre, de acordo com o Departamento do Comércio, ocorre por três principais fatores já citados antes da revisão. Os gastos dos consumidores cresceram, refletindo o programa de incentivo federal para a troca de carros usados por novos em julho e agosto. Além disso, investimentos em exportações e estoque também contribuíram. Por último, houve a retomada no setor imobiliário, depois de 15 meses seguidos de quedas.

A subsecretária do Comércio, Rebecca Blank, afirmou que "os ganhos no terceiro trimestre marcam o início da recuperação econômica depois de uma profunda recessão. Os gastos dos consumidores, as construções residenciais e as importações e exportações deixaram o declínio para crescer no terceiro trimestre." Segundo ela, a expansão deve continuar no quarto trimestre. "Não ficaremos satisfeitos até qualquer americano que queira trabalhar consiga encontrar um emprego. E ações fiscais e monetárias também ajudaram essa retomada e devem encorajar o crescimento no próximo ano", acrescentou.

Se o crescimento da economia não for reforçado, será complicado para o governo reduzir mais rapidamente a taxa de desemprego, que dobrou desde o começo da recessão.

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