Revisor do mensalão inicia leitura do voto nesta 4a no STF

O revisor da ação penal do chamado mensalão, ministro Ricardo Lewandowski, iniciará nesta quarta-feira, no Supremo Tribunal Federal (STF), a leitura do seu voto no processo, que poderá ter pontos divergentes aos apresentados pelo relator do caso, Joaquim Barbosa.

Reuters

22 de agosto de 2012 | 12h49

Lewandowski abordará somente a questão relativa ao desvio de recursos públicos em contratos assinados entre Câmara dos Deputados e Banco do Brasil com as agências de publicidade de Marcos Valério, apontado como principal operador do suposto esquema. A expectativa é que o revisor leve até duas sessões para ler seu voto, mesmo tempo usado por Barbosa.

O método adotado para votação prevê a leitura separada de cada item da denúncia do Ministério Público Federal (MPF). São sete no total. Ao final da leitura do relator e revisor, abre-se espaço para o voto dos demais ministros.

Barbosa já votou pela condenação do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato; do ex-diretor de Marketing do BB Henrique Pizzolato por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e de Valério e dois ex-sócios, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, por peculato e corrupção ativa.

O relator votou ainda pela absolvição do ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República Luiz Gushiken por falta de provas.

As penas só deverão ser definidas após a leitura de todos os votos em todos os sete itens da denúncia.

Nesta etapa do julgamento, a Corte reúne-se às segundas, quartas e quintas para a leitura dos votos dos ministros. Não há previsão para o término do julgamento, mas já há expectativa, inclusive entre ministros, de que o processo avance o mês de outubro.

O chamado mensalão, um suposto esquema de desvio de recursos e compra de apoio ao governo no Congresso, veio à tona em 2005 e foi a maior crise política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

(Por Hugo Bachega)

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