Revolução educacional começa no Brasil, diz ´La Vanguardia´

O jornal espanhol enumera algumas das medidas previstas no Plano de Desenvolvimento da Educação, mas adverte que ´nem tudo que reluz é ouro´

Agencia Estado

12 de junho de 2007 | 05h34

"A revolução educacional, a grande conta pendente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu primeiro mandato, está a ponto de começar no Brasil", diz artigo publicado na edição desta terça-feira, 5, do jornal espanhol La Vanguardia. Com o Plano de Desenvolvimento da Educação lançado pelo presidente, "o governo Lula se propõe a alcançar o nível dos países mais desenvolvidos em 15 anos", afirma o artigo, destacando, contudo, o quanto "o objetivo é ambicioso".O jornal aponta uma pesquisa feita pelo governo brasileiro, que utiliza parâmetros levantados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para comparar os níveis da educação de diferentes países."Um estudo do governo brasileiro calculou que, na OCDE, a medida de conhecimentos, batizada como índice de desenvolvimento da educação básica, é 6. No Brasil chega a apenas 3,8."E o jornal espanhol cita outros dados dessa pesquisa: "só 33 dos 4.350 municípios do Brasil (apenas 0,8%) têm um nível educacional considerado aceitável"."Em regiões como o paupérrimo nordeste, terra natal de Lula, a situação é catastrófica", diz o La Vanguardia, afirmando que 81% das escolas com índice entre 0,3 e 2,7 estão nessa região.O artigo enumera algumas das medidas previstas no plano governamental, como a criação de mais escolas técnicas, contratação de mais professores, e aumento salarial para a categoria, mas diz que "nem tudo o que reluz é ouro"."As críticas não tardaram a aparecer. O ministro da Educação, Fernando Haddad, reconhece que necessita de cerca de 3 bilhões de euros até 2010 para que o plano não saia dos trilhos.""O atual ajuste fiscal do Palácio do Planalto poderia impedir a revolução educacional de Lula." "Cristovam Buarque, ex-ministro da Educação de Lula, se mostra cético em relação ao plano e o considera ´um passo a mais dos que foram dados nos últimos 20 anos´", diz o jornal.

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