Ricardo Gomes absolve time, mas dá alfinetada no tribunal

Técnico aceita o resultado, já pensa no Goiás e não esquece STJD: corte julga recursos na quinta-feira

Bruno Lousada e Marcius Azevedo, O Estadao de S.Paulo

23 de novembro de 2009 | 00h00

O técnico Ricardo Gomes preferiu não eleger nenhum culpado pela derrota de ontem para o Botafogo, por 3 a 2, no Engenhão. Lamentou o resultado, mas evitou criticar qualquer jogador. Só não poupou mesmo o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que lhe tirou três atletas às vésperas da partida. Apesar do tropeço, não perdeu a esperança. Ainda confia no título do Campeonato Brasileiro.

"Vamos continuar fortes e brigar pelo título, estando à frente ou não na tabela", declarou o treinador. Ao contrário do que muitos colegas de profissão fazem, Ricardo Gomes não quis arranjar desculpa pelo revés. Mesmo com seis desfalques ontem: Dagoberto, Jean e Borges, suspensos pelo tribunal; André Dias e Hugo, de fora pelo terceiro cartão amarelo, e Rodrigo, com uma fratura na mão direita.

"Não vou falar de desfalques. O time não é o habitual do São Paulo, estava bem modificado, mas lutou e correspondeu", emendou. "Não vou falar sobre quem não jogou e sim de quem entrou em campo."

Indagado se o placar de 3 a 2 para o Botafogo foi justo, Ricardo Gomes não perdeu a oportunidade de voltar cutucar o STJD. "Resultado final é resultado final. A justiça a gente quer do tribunal", afirmou o treinador, irritado principalmente com a punição do volante Jean, que era réu primário e pegou três jogos de suspensão.

Em sua análise, quem fez a diferença ontem no Engenhão foi o atacante Jóbson, do Botafogo. "Estava numa tarde inspirada". Agora, segundo o treinador, resta assimilar a derrota e partir para próximo compromisso. "Não existe jogo ganho. Agora só penso no Goiás", ressaltou.

OUTRA SEMANA NO STJD

O São Paulo vai depender novamente do STJD. A corte julga o recurso das punições a Dagoberto, Borges e Jean quinta-feira. No mesmo dia, os auditores ainda decidem se o clube perderá mesmo o mando de campo do jogo com o Sport, na última rodada, por causa de uma invasão de campo.

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