Rio contrata seguranças para proteção de garis

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), afirmou na noite desta quarta-feira, 5, que os garis que voltarem a trabalhar até esta quinta-feira (6) terão suas demissões canceladas. A categoria está em greve desde o último sábado, mas, segundo Paes, praticamente todos os profissionais já voltaram ao trabalho. Dos cerca de 16 mil garis que prestam serviço ao município, apenas 300 continuam parados, disse o prefeito. Mas boa parte daqueles que voltaram ao trabalho estão sendo ameaçados para que não retomem a função. Por isso, segundo Paes, a partir de 0h desta quinta todos os 300 caminhões da Comlurb (empresa de limpeza urbana) serão escoltados por seguranças privados contratados pela prefeitura.

WELLINGTON BAHNEMANN, Agência Estado

05 de março de 2014 | 21h40

A escolta será mantida por tempo indeterminado, e Paes não soube dizer o custo do serviço. "O problema não é a ausência de garis, mas sim a coação. E não há limite para dar segurança aos garis", afirmou. Paes afirmou que pessoas armadas foram flagradas nos últimos dias coagindo garis a não trabalhar. Segundo ele, ônibus que transportavam funcionários da Comlurb para o sambódromo durante os desfiles de carnaval chegaram a ser interceptados por pessoas armadas que tentaram impedir a ida dos garis ao local onde iriam trabalhar. O prefeito não soube dizer que tipo de arma essas pessoas usavam. Na ocasião, ninguém foi preso, mas nesta quarta houve quatro detenções por ameaças aos garis. Paes afirmou que, desde o início de sua gestão, em 2009, os garis já tiveram aumento salarial de 89%.

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